Fatos sobre os gatos

Os gatos são os pequenos felinos domésticos que conquistaram o coração (e o sofá) de muita gente. Talvez você tenha um — ou muitos — em casa, esteja pensando em ter um, ou simplesmente adore ver vídeos engraçados de gatos na internet. Mas talvez nunca tenha parado para pensar o quão curiosos esses pets realmente são: sempre caem de pé… têm sete (ou nove) vidas…

Pode acreditar, existem muitos fatos incríveis sobre eles, desde comportamentais e até biológicos

Nesta lista de curiosidades, você vai poder conhecer alguns desses fatos curiosos sobre os gatos

Bem vindo ao

Prepare-se para descobrir comportamentos intrigantes, habilidades únicas e curiosidades científicas que mostram por que esses animais são verdadeiros mestres da natureza.

1. Gatos ronronam por vários motivos

Gatos ronronam só quando estão confortáveis?

Não, eles não ronronam só porque estão felizes.
O ronronar dos gatos é um dos sons mais reconfortantes do mundo pet — mas ele vai muito além da felicidade. Estudos mostram que os gatos também ronronam para se acalmar em momentos de dor, estresse ou recuperação física. Esse som é gerado por contrações rítmicas na laringe e pode até ter efeitos terapêuticos, ajudando na cicatrização de ossos e tecidos.
Segundo o site UOL, esse som aparece em momentos de conforto ou desconforto.

2. Orelhas em movimento

Gatos têm 32 músculos em cada orelha para ouvir com precisão

As orelhas dos gatos são verdadeiras antenas! Com cerca de 32 músculos em cada uma, eles conseguem girá-las em várias direções e identificar sons com precisão impressionante.
Eles conseguem detectar movimentos e ruídos que passam despercebidos por nós, o que os torna excelentes caçadores e exploradores natos. Se seu gato parece ouvir coisas “do além”, pode apostar: ele provavelmente ouviu mesmo.

Sabia que, gatos brancos têm chances maiores de surdez? Isso acontece por causa de um gene chamado W (de White), que afeta o desenvolvimento da orelha interna desses animais.

3. Mestres da soneca

Dormem até 16 horas por dia

Os gatos dormem, em média, 13 a 16 horas por dia, ou seja, dormem a maior parte do dia. Não por preguiça, mas por instinto. Eles economizam energia para quando precisam brincar, caçar e se manter alertas. Mesmo domesticados, eles mantêm esse padrão, alternando períodos de descanso com picos de energia. É normal e saudável!

4. Nariz digital

Cada gato tem um “nariz digital”

Assim como as impressões digitais humanas, o padrão de linhas e saliências do focinho do gato é único. Não existem dois gatos com o mesmo “nariz”

Segundo o site Patas da Casa, esse traçado é exclusivo para cada animal.

5. Gatos não sentem o gosto do doce

Açúcar para gatos não faz diferença?

Os gatos não possuem receptores para sabores doces. Isso acontece por uma mutação genética antiga. Eles simplesmente não conseguem detectar açúcar. 

Então faz diferença? Felinos são carnívoros estritos, e oferecer doce a gatos, além de não ser útil, pode ser perigoso para a saúde deles. Podendo resultar em problemas como diabetes, obesidade, ou dependendo do doce, até mesmo intoxicação dos gatos, segundo o jornal brasileiro  O Tempo; então melhor evitar

6. Miados só para humanos

Comunicação adaptada à convivência

Gatos adultos raramente miam para outros gatos. O miado é uma forma de comunicação adaptada especialmente para se relacionar com humanos. Para se comunicar entre si, eles usam mais postura corporal, expressão facial, movimentos da cauda e sons como rosnados ou bufos. Com você, porém, eles “aprendem” quais miados funcionam para chamar atenção. Algo muito legal na evolução deles!

7. Saltadores incríveis

Saltos de até 6 vezes a própria altura

Graças à musculatura poderosa das patas traseiras e ao esqueleto flexível, os gatos podem saltar até seis vezes a própria altura. Isso explica como eles alcançam lugares altos com tanta facilidade. Esse impulso é tão preciso que, em muitos casos, o gato calcula a distância em frações de segundos.

8. Eles têm visão noturna excelente

Gatos enxergam muito bem a noite

Os gatos conseguem enxergar com muito pouca luz, cerca de até 6 vezes melhor que os humanos. Seus olhos possuem mais bastonetes (células sensíveis à luz) e uma estrutura chamada tapetum lucidum, que reflete luz dentro do olho. Isso permite que cacem ou explorem a casa  mesmo durante a madrugada. Durante o dia, os gatos enxergam bem, mas de forma diferente dos humanos: eles têm menos percepção de cores e menor nitidez, porém compensam com um campo de visão amplo e excelente capacidade de detectar movimentos.

Segundo PetLife Os gatos distinguem melhor azul e amarelo, mas têm dificuldade com vermelho e verde. Brinquedos nessas cores podem parecer cinza ou diferentes do que vemos

9. Por que os gatos “amassam pãozinho”?

É normal esse gesto?

Sim. O famoso movimento de “amassar pãozinho” vem da fase em que o gato era filhote, quando massageava a barriga da mãe para estimular a liberação de leite. Na vida adulta, esse comportamento aparece quando o gato está relaxado, confortável e se sentindo seguro. É um dos maiores sinais de afeto que eles demonstram.

Outros Felinos também  fazem isso. Leões e tigres já foram registrado fazendo esse gesto em situações de descanso ou conforto, embora seja menos frequente porque o contexto ambiental é diferente

10. Eles marcam território com o rosto

Como gatos marcam território

Quando um gato esfrega o rosto em você, móveis ou portas, ele está liberando feromônios faciais, substâncias químicas usadas para marcar território. Para nós isso parece carinho — e, de certa forma, é mesmo. É o jeito do gato dizer: “aqui é um lugar seguro… e você é meu humano”.

Outras formas de marcação de território, segundo Perito Animal, incluem-se urina e arranhões… mas, com certeza preferimos só a marcação com o rosto.

11. Flexibilidade dos gatos

Gatos têm mais ossos que humanos

Os gatos têm cerca de 230 ossos, enquanto os humanos têm 206. Essa estrutura mais complexa permite movimentos muito mais flexíveis: espinha extremamente móvel, ombros leves e cauda articulada. Essa combinação torna os gatos especialistas em equilíbrio e agilidade.

Segundo o Adote um Ronrom, eles possuem uma clavícula flutuante, ligada apenas por músculos, que permite passar por espaços muito estreitos. Além disso, sua coluna vertebral tem mais vértebras, tornando-os verdadeiros mestres da contorção e do equilíbrio.

12. Gatos caem de pé

Eles podem girar o corpo no ar para cair de pé

O chamado reflexo de endireitamento permite que os gatos girem o corpo no ar e caiam de pé. Esse reflexo começa a aparecer entre 3 e 4 semanas de vida e se aperfeiçoa ao longo dos primeiros meses. Ele depende da orelha interna, que funciona como um “nível natural”, ajudando o gato a entender sua posição durante uma queda.

O reflexo de endireitamento ajuda os gatos a se virarem no ar e cair de pé, mas não é infalível. Segundo o Cats.com, a altura e as circunstâncias da queda influenciam bastante, e em grandes alturas podem ocorrer lesões graves — um quadro conhecido como síndrome do arranha-céu

13. Os bigodes dos gatos

Bigodes funcionam como sensores altamente precisos

Os bigodes — ou vibrissas — dos gatos são muito mais do que pelos longos e bonitos. Eles funcionam como sensores táteis extremamente sensíveis, capazes de detectar mudanças mínimas no ambiente, como correntes de ar, vibrações e distâncias entre objetos. Por isso, os bigodes ajudam o gato a medir espaços, avaliar se consegue passar por um local estreito e até perceber movimentos ao redor, mesmo no escuro.
Eles são tão importantes que nunca devem ser cortados: isso pode causar desorientação e estresse.

Além de estarem no rosto, os gatos também possuem vibrissas em outras partes do corpo. Há  bigodes menores acima dos olhos, no queixo e até nas patas dianteiras. Essas vibrissas extras ajudam na orientação e aumentam a percepção tátil do ambiente

14. Olfato dos gatos

Gatos têm um olfato até 14 vezes mais apurado que o dos humanos

O olfato dos gatos é um dos sentidos mais desenvolvidos: eles possuem cerca de 200 milhões de células olfativas, enquanto nós temos por volta de 5 milhões.
Isso significa que eles percebem odores de maneira muito mais profunda, interpretando informações sobre território, outros animais e até estados emocionais de humanos e pets.
Além disso, possuem o Órgão de Jacobson (ou órgão vomeronasal), localizado no céu da boca, que lhes permite “analisar” cheiros complexos — é por isso que às vezes eles fazem aquela expressão engraçada de boca entreaberta chamada flehmen.

Segundo o portal Leouve, o olfato dos gatos não apenas identifica odores, mas também influencia diretamente seu comportamento e comunicação com outros felinos

15. Gatos e seus nomes

Reconhecem seu nome (mas respondem só se quiserem)

Pesquisas mostram que os gatos realmente reconhecem o próprio nome, distinguindo-o de outras palavras. Eles podem até mexer as orelhas ou virar a cabeça quando são chamados. Porém, como típicos felinos independentes, só respondem quando desejam — e não porque “têm que responder”, como muitos cães fazem.

Segundo um estudo feito no Japão por pesquisadores da Universidade de Kyoto, citado por Cats.com: os gatos não apenas reconhecem o próprio nome, mas também podem aprender os nomes de outros gatos e até de pessoas, mostrando uma inteligência social mais complexa do que imaginávamos.

Fato Extra!

Por que dizem que os gatos têm sete (ou nove) vidas?

A ideia de que os gatos têm várias vidas nasce da capacidade impressionante que eles possuem de sobreviver a situações perigosas, especialmente quedas. Isso acontece por dois motivos principais:

Reflexo de endireitamento

Como falamos antes, eles conseguem girar o corpo no ar e cair de pé, reduzindo muito o impacto.

Corpo leve e flexível

O esqueleto felino absorve melhor quedas e impactos, diminuindo danos.

Cultura e simbolismo

Em países latinos (Brasil, Portugal, Espanha), fala-se em sete vidas, porque o número 7 é símbolo de proteção.
Em países anglo-saxões (EUA, Reino Unido), o número é nove, associado à sorte e perfeição.

Ou seja: é mito, mas baseado em habilidades reais e impressionantes.